Visite-nos no Facebook
Visite-nos no Twitter
Visite nosso Blog
Visite nosso Grupo no Yahoo

Apicultura. Como Implantar

Povoamento do apiário
Observados todos os fatores para a instalação do apiário e confirmado o local para isso, chegou a hora de adquirir as tão preciosas colméias de abelhas. Porém, antes disso, é importante conhecermos as diferenças de colméias quanto ao tamanho, população, favos construídos, etc. O que é um núcleo, uma colônia e um enxame.

Núcleo
É um pequeno enxame de 5000 abelhas com a presença de 5 favos já construídos dispostos nos respectivos quadros morando em uma colméia de transporte ou captura. Nele já existe a presença de mel e pólen para a subsistência das abelhas com a rainha em franca postura. 90% das colônias existentes passaram pela condição de núcleos. Do núcleo não se colhe nenhum produto apícola pois este está em fase de transição para a colônia.

A colônia
Como vimos no item 2.4, o termo colônia significa "abelhas alojadas em uma colméia racional, com população equilibrada e presenças das três castas: a operária, a Rainha e o zangão". Porém, a definição de colônia é muito mais complexa vista da prática apícola. É constituída por 40 mil a 60 mil abelhas com os favos dispostos nos 10 quadros do ninho. Nesse estado a colônia atingiu o ponto de produção, podendo receber melgueiras sobre o ninho visando o estoque de mel pelas abelhas, CPI´s para produção de própolis, coletores de pólen para produção de pólen, ovos artificiais de rainhas para produção de geléia real, enfim é a colméia propriamente dita pronta para produção.

A enxameação
Duas horas da tarde de um final de mês de julho. Assas peixes e eucaliptos repletos de flores chegam a pingar néctar de suas bordas para o deliciar das abelhas que num vaivém constante o transformam em mel para comida. A rainha, devido a abundância de alimento, bota sem parar, num número superior a 4000 ovos por dia. A colônia, com dois melgueires repletas de mel, já não tem espaço para nem mais uma gota do produto e os filhotes, oriundos da postura da rainha, nascem sem parar. A colônia já está entre 90 mil e 100 mil abelhas, cuspindo abelhas para fora da colméia. De repente, a rainha levanta vôo levando com ela um grupo de 5000 a 6000 abelhas pousando num galho de árvore próximo. Aquele grupo de abelhas não voltará mais, pois a colônia já não oferece as condições necessárias para a morada delas ali. Procurará um novo lugar e continuará o seu trabalho de coletar néctar e crescer. A esse processo dá-se o nome de enxameação ou perpetuação da espécie. Mas como acontece? O que leva as abelhas a enxamear? Quando a colméia está na situação descrita acima, ela tem todos os fatores necessários para que ocorra a enxameação: alimentação em abundância, falta de espaço para crescer mais e mais, super população e, devido à época do ano, o instinto da preservação da espécie. As abelhas, ao sentirem a presença destes fatores, começam a escolher larvas de abelhas operárias postas pela rainha no máximo com 24 horas de vida, para se transformarem em princesas e, consequentemente, em rainhas. Todas as células em volta dos ovos escolhidos são destruídos e a célula daquela larva de operária é alargada tomando conta do espaço das destrídas e, imediatamente, começa a receber geléia real. Tudo isso acontece com a presença da rainha na colônia. 16 dias depois a primeira princesa nasce. A rainha, ao perceber a presença da princesa, bate em retirada levando um grupo de 5000 a 6000 operárias para formar um outro enxame. A princesa toma o lugar da rainha e, se necessário, e com o nascimento de outras princesas, bate, também, em retirada, com um novo grupo de 5000 a 6000 operárias para formar um novo enxame. É importante lembrar que a princesa não precisa estar fecundada para enxamear, podendo realizar essa fecundação após ter escolhido a morada nova. Esse processo se repete tantas vezes quantas forem necessárias para dar espaço a colônia mãe. As abelhas, ao sentirem que todo esse processo já cumpriu sua função, espera nascer mais uma princesa, que será a nova rainha da colônia - agora com 15 mil a 20 mil abelhas a menos - e, se houver outros ovos ou realeiras, são destruídas para que não ocorra nova enxameação.

O enxame
É uma pequena porção de 5000 a 6000 abelhas oriundas da enxameação de colônias ainda não alojadas em ninhos ou núcleos racionais que podem ou não possuir uma morada. São os enxames fugidos ou enxames fixos.

Enxames fugidios
São aqueles oriundos da enxameação de alguma colônia. Quando a rainha ou a princesa bate em retirada da colônia, esta pousa em algum galho próximo ao apiário. Algumas abelhas (100 a 400 abelhas), chamadas também de abelhas batedoras, saem ao campo para procurar uma nova moradia.
Confirmando o local, as batedoras volta ao enxame no galho e avisam a rainha da morada. A rainha então, levanta vôo do galho, levando com ela todo o enxame em direção a morada nova onde continuarão o seu trabalho de construir favos, coletar néctar e produzir mel, para, um ano mais tarde, soltar novos enxames, que perpetuarão a espécie.

Enxames fixos
São os enxames, outrora fugidios que, quando procuravam um local para morada, escolheram um que não era uma colméia racional: oco de pau, cupim, debaixo de telhados, postes, etc.
Este enxame se desenvolverá e crecerá normalmente como se estivesse em uma colméia racional. Porém, como não possui as separações de madeira da colméia, nao produzirá a mesma quantidade de mel da qual é capaz, sendo estimulada mais ao aumento de população do que de produção de mel.
Para se ter uma idéia da diferença, um enxame debaixo de um telhado leva, no mínimo, 5 anos para produzir o mesmo que uma colônia produz em um ano.
Agora que já sabemos as definições de núcleo, colônia, enxames fugidios, enxames fixos e enxameação veremos como povoar nosso apiário a partir destes enxames, ou mesmo outros meios de se obter abelhas.

1. Método de abtenção de abelhas. A caixa-isca.
São pequenas caixas (colméia de captura e transporte, caixas rústicas de madeira ou de papelão), providas de 5 quadros com um filete de 5 cm de cerca alveolada e com as paredes da caixa impregnadas de feromônio da atração de enxames de abelhas para atrair as abelhas abtedoras e, consequentemente, os enxames fugidios. Devem ser dispostas em volta do apiário, num raio de 100 a 200 metros. Em um apiário de 30 colméias espalhe, pelo menos 15 caixas-isca. Como as enxameações ocorrem nos períodos de floradas, a melhor época para esplahas estas caixas são nestes períodos que, em nossa região, centro-sul de Minas Gerais compreende os meses de Abril a Setembro, com ênfase nos meses de Julho e Agosto quando o aproveitamento das caixas-iscas supera a casa dos 90%.
Alguns apicultores, além do feromônio, costumam esfregar a folha da erva cidreira por fora da caisa-isca, para aumentar a atratividade da mesma.
Recomendamos, porém, que se bata tudo no liquidificador à base de 3 partes da borra de própolis com 1 parte de folha de erva ou capim cidreira.
Esta solução potencializa a atratividade da caixa-isca.

Enxames sem favo com rainha
Este é um procedimento em que as abelhas são vendidas a quilo com a presença de uma rainha nova e fecundada. Deve-se adquiri-las com um apicultor que, colocará tantos quilos de abelhas quantos forem necessários para a formação de um núcleo e uma rainha fecundada presa dentro de uma gaiola e junto as abelhas, dentro de uma caixa telada para o transporte do mesmo para o apiário.
No apiário, transfere-se as abelhas para um núcleo de 5 quadros providos de cera alveolada, com o auxílio de um fumigador. A princípio coloca-se a rainha no núcleo dentro da gaiola. Espera-se de 5 a 10 minutos para que as abelhas se acalmem para lebrá-la da gaiola. Como o núcleo não possui favos com cria (enxames não abandonam colméias com a presença de filhotes, principalmente cria nova) deve-se colocar uma tela excluidora de alvado para não prejudicar o crescimento do núcleo. Deve-se aplicar, nos primeiros 15 dias do núcleo, alimentação sólida- polemel- para estimular a construção de favos e a postura da rainha.
Esse procedimento de venda de abelhas no quilo ainda não é corrente no Brasil. Mais cedo ou mais tarde porém, será uma modalidade, senão a principal, de comercialização de enxames de abelhas.

Compra de enxames prontos ou colônias adultas
Esta metodologia de abtenção de abelhas consiste na aquisição de enxames já estabelecidos em núcloes ou mesmo colônias já adultas com mais de 40.000 abelhas. É a modalidade de comercialização de abelhas mais comum em nosso país. Alguns apicultores especializaram-se nesta modalidade de comércio produzindo enxames com rainhas selecionadas de produtividade a custos convidativos levando-se em questão a rapidez com que crescem e produzem. A Cia da Abelha comercializa enxames e colônias adultas. Agende sua aquisição e adquira o que hé de melhor em termos de genética apícola.

Enxames fugidios em galhos, beirais ou outros
Os enxames fugidios podem ser aproveitados mesmo antes de escolherem um local definitivo para morada. No caso de não estarem muito altos, deve-se usar um núcleo de captura e transporte, retirar os 5 quadros devidamente providos com cera alveolada e posicioná-lo debaixo do cacho de abelhas.
Balança-se o galho ou varre-se o enxame da parede de maneira que a maioria das abelhas caiam dentro do núcleo. Coloca-se os quadros novamente no núcleo e aguarda-se 10 munitos no local onde as abelhas estavam pousadas, para que as outras possam entrar por conta própria. Tampa-se o núcleo com um pano escuro no alvado sem vedar, somente para impedir a entrada de luz e a possível fuga do enxame. Transporta-se imediatamente para o apiário e provê o núcleo com alimentação sólida por 15 dias e tela excluidora de alvado por uma semana. se o enxame a ser capturado estiver num galho de árvore muito alto com acesso difícil ou impossível, usa-se o saco de captura de enxame. Consiste em um saco provido de tela que é amarrado na ponta de uma vara comprida que chegue até o enxame. Balança-se o galho de maneira que as abelhas caiam dentro do saco. Fecha-se de imediato puxando uma cordinha adaptada à borda do saco. Depois, é só transferi-lo para um núcleo de captura e transporte e levá-lo para o apiário.

Como preparar os quadros para caixa isca, núcleo, ninho e melgueira
Os materiais necessários para tal serviço se encontram na seção 4.4. Releia esta seção para saber a função de cada material usado. São eles:
Tábua para incrustar cera em quadros, cera alveolada, limpador de ranhuras, esticador de arame, arame galvanizado, dispensa-se o uso de carretilhas manual. O procedimento para aramar os quadros são os mesmos, não importando para que fim tinha. O primeiro passo é limpar a ranhura dos quadros que estiverem com restos de cera, larvas, bactérias, etc. Usa-se o limpador de ranhuras para este serviço. Depois prega-se a tachinha nas extremidades dos furos onde o arame irá passar. Prende-se o quadro no esticador de arame, tencionado-o ao máximo tomando o cuidado para não quebrar. Passa-se o arame nos furos prendendo nas respectivas tachinhas. Estique bem o arame. Se não usar tachinhas basta enrolar na haste do quadro passando pelo furo e enrolando no arame por dentro do quadro. Retira-se o quadro tencionado do esticador de arame. A tensão do quadro passará toda para o arame que ficará esticado. O próximo passo é colocar a folha de cera alveolada no quadro alternando a posição no arame e encaixando na ranhura do quadro. Este será colocado na tábua previamente molhada para incrustar cera. Com a carretilha manual levemente aquecida passa-se sobre o arame incrustando a cera neste. A tábua molhada impede que a cera fique colada na tábua. Depois pega-se o caneco soldado, jé devidamente com cera derretida e solda-se a folha de cera no quadro através da ranhura existente. Solde também o arame incrustado na cera. Se usar o soldador elétrico basta pegar as extremidades dos fios e enconstar no arame. O encontro dos pólos positivo e negativo fará com que o arame esquente e consequentemente solde a cera no arame. Neste caso, o caneco soldador só será usado na ranhura do quadro.
Se o quadro for de caixa isca, passe o fio de arame nos dois primeiros furos de cima para baixo paralelamente ao barrote com a ranhura de maneira que tenha um fio disposto no quadro. Coloque a cera alveolada e com a carretilha manual incruste o arame na cera e no mesmo instante, corte a filha de cera no arame. Consequentemente o quadro terá um filete de 5cms de cera alveolada pronto para uso. Use o caneco soldador para a ranhura. No quadro de caixa isca não se deve usar a carretilha elétrica pois torna impossível o ato de cortar a folha de cera alveolada.
Se for quadro para ninho, coloque o arame paralelamente a ranhura nos 6 furos de maneira que o quadro tenho 3 fios dispostos. Devido a crise de cera alveolada no país, divida a folha de cera ao meio diagonalmente. Desta maneira o espaço restante será preenchido pelas abelhas com favos para crias de operários. Siga o mesmo processo. Se for quadro de melgueira, coloque o arame paralelo a ranhura de maneira que tenha dois fios para o quadro. Disponha a cera alveolada em todo o quadro de maneira que não sobre nenhum espaço na parte de baixo. Siga o mesmo processo.

Um Fraternal Abraço.
Armindo Vieira do Nascimento Junior .´.
Janaina Nicolini
Diretores administrativos e apicultores da Cia da Abelha

























Av. Parque Atheneu, Und 101, Lote 09, Sala 3, Setor Parque Ateneu (A 1 quarteirão do Ginásio do Parque Atheneu,
ao lado da Igreja Fonte da Vida, em frente à Academia Gyn)
Goiânia - Goiás
Telefones:
Telefax: (62) 3282-2232
(62) 3282-1489
(62) 8102-0918 (TIM - WhatsApp)
(62) 9180-4305 (CLARO - WhatsApp)
(62) 9367-3179 (CLARO)
(62) 8591-3119 (OI)
(62) 9868-2232 (VIVO)
E-Mail e Skype
Skype: ciadaabelha
ciadaabelha@ciadaabelha.com.br
comercial@ciadaabelha.com.br
vendas@ciadaabelha.com.br
tiagosantos@ciadaabelha.com.br
armindovnjunior@ciadaabelha.com.br janainanicolini@ciadaabelha.com.br