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INFORMATIVO 02/17: A IMBECILIZAÇÃO DO CRIADOR DE ABELHAS
07/02/17

O advento da internet e com ela as redes sociais são inquestionáveis. Compartilhar informações, tendências, gostos, trabalhos, técnicas, compra e venda de produtos e serviços são, em frações de segundos, colocados no ar através das redes sociais determinando a forma de pensar da sociedade global, de onde ela vem e para onde ela pretende ir. Dentro da Cadeia do Agronegócio Apícola não é diferente. Se no final dos anos 90 com os grupos de debate por troca de e-mails eram as formas predominantes e os primeiros protótipos do que viria se tornar o Facebook e o Whatsapp atuais, hoje estas redes sociais dominam com grupos de debate on line, mensagens instantâneas e pulverização do conhecimento apícola em fração de segundos nos locais mais inóspitos do país e do mundo.

A Cadeia do agronegócio da apicultura e da meliponicultura é uma grande e imensa cadeia, formada, segundo dados do SEBRAE, por mais de 350.000 pessoas, apicultores, meliponicultores, pesquisadores, entrepostos, casas de apicultura, empresários, colaboradores que vem transformando, mesmo que lentamente a criação de abelhas na atividade mais sólida ligada as pequenas propriedades rurais e mais recentemente também em grandes propriedades que vem trocando as atividades de monocultura e criação extensiva de gado pela criação de abelhas em larga escala confirmando o potencial latente de produção de mel nas florestas e áreas tropicais reservadas. O crescimento do setor nos últimos anos, em parte, deveu-se ao incremento da troca de informações pela internet: sites, blogs, twitter, whatsapp, Facebook entre outras ferramentas virtuais. Entretanto as informações não correm muitas vezes como se deveria: fruto do estudo, do levantamento de dados, de técnicas, de manejos, de observação, criando um emaranhado de informações que não coincidem muitas vezes com o manejo técnico evidentemente estudado, testado e comprovado.

O maior exemplo são os grupos de Whatsapp que multiplicaram-se como rastilho de pólvora pela Net agrupando apicultores em número máximo de 256 criadores de abelhas ou participantes da cadeia de acordo com as afinidades em questão para a proposta do grupo. Ali se debate de tudo: desde técnicas de captura, divisão, modelos de colméias, manejos de troca de favos, alimentação, produção, colheita entre outros. Até aí tudo muito válido; o que apercebe-se entretanto, em geral, é a disseminação de informação sem o mínimo de embasamento técnico comprovado, sem comprovada aplicação em apiários ou meliponários, sem estudo prévio para observar-se se o mesmo coincide com a técnica e a gerencia testadas pelos profissionais de fato do ramo, se tais técnicas observam as questões éticas, legais e de qualidade para os produtos das abelhas. Com a disseminação de tais informações sem embasamento técnico gerencial inicia-se a bola de neve de réplicas e tréplicas por parte dos leitores que, seduzidos pelo poder de penetração das redes sociais junto aos interlocutores, passam a alimentar informações falsas em cima da informações falsas em cima novamente da informações falsas. O que aproveita-se efetivamente para o crescimento profissional é muito pouco.

Se se indagar ao grosso de participantes das redes sociais quais são capazes de estabelecer um texto lógico baseado em uma única literatura apícola técnica referendada nem 5% o conseguirão, pois afirmarão com muita segurança que nunca leram um único livro seque sobre criação de abelhas; e vão além: alardeiam que, com o incremento das redes sociais apícolas e meliponícolas, a necessidade do estudo em livros e publicações de referência são desnecessários, que consegue-se muito mais informações nas redes sociais do que em livros ou publicações, testadas e baseadas no método científico em anos de trabalho e observação. Chegam a comparar tais informações apícolas sofistas destes grupos a "universidades on line de alta qualidade de informações". A maioria cegos desejando conduzir outros cegos. É a bestialização do senso crítico do criador de abelhas.

Um importante apicultor do país, com mais de 40 anos de atividade, mais de 10.000 colméias distribuídas em mais de 150 apiários e produção anual média de mais de 900 toneladas de mel afirmou-me recentemente que o país perdeu mais de 10.000 toneladas de mel em produção por ano nos últimos 5 anos - em torno de 500 milhões de reais - pela disseminação equivocada de informações acerca de técnicas e manejos apícolas diversos em redes sociais que antagonizam anos de trabalho e publicações dos principais apicultores e pesquisadores pelo simples fato de expressarem-se bem, serem fluentes na escrita e verbalização e passarem a sensação de grandes conhecedores da prática apícola e meliponícola por criarem abelhas a 1, 2 ou 3 anos. "Estamos criando uma geração de apicultores antenados mas desinformados, que não estudam, não leem livros técnicos, não leem publicações referendadas pelo método científico, verdadeiros imbecis, que vivem eternamente patinando em produtividades pífias pagando para produzir e trabalhar", afima o apicultor que pediu para não se identificar.

Sabe-se que para os próximos 10 anos a demanda nacional e internacional de mel será de mais de 170.000 toneladas de mel/ano e que em 2016 o Brasil não produziu nem 25% disso, em torno de 40.000 toneladas fechando com déficit de demanda em mais de 20.000 toneladas, ou seja, mercados que quiseram comprar mel do Brasil e não conseguiram comprar pelo simples fato de não haver tido produção suficiente no país. O uso das redes sociais como forma de complementação à informação e como troca de experiências é válida e salutar, mas não pode ser o fim em si mesmo. O crescimento do número de colméias com produtividade superior a 60 kgs/mel/ano, garantidos por processos de gestão da qualidade e garantias de gestão se dão pela prática constante de apiários com estudo de livros e publicações e busca de metodologias novas qe tenham sido comprovadamente testadas em apiários por no mínimo 3 anos consecutivos e com produtividades reais garantidas levando-se em conta todas as variáveis de produção. Qualquer informação fora disso não passa de especulação, achômetro, opinião pessoal e estas meus amigos não pagam contas, investimentos, processos de gestão e não trazem o enriquecimento esperado por quem investe na Cadeia do Agronegócio Apícola brasileiro.

Postado também no site da Cia da Abelha:
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importantes e essenciais informações para a constituição do seu negócio apícola.

Um Fraternal Abraço
Armindo V. N. Junior
Apicultor e Gestor de Sistemas de Produção Apícola.
Apiterapeuta e acupunturista
Moderador da Lista Cia da Abelha
CIA DA ABELHA - GOIÂNIA/GO
REFERÊNCIA NA CADEIA DO AGRONEGÓCIO APÍCOLA DESDE 1983
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